Veuve Clicquot La Grande Dame Rosé 2018 resgata a ousadia de Madame Clicquot
Gourmet
09/09/2026
Nova safra recupera a técnica criada por Madame Clicquot em 1818 e traz vinho tinto produzido exclusivamente com uvas do Clos Colin
Por Redação
A Veuve Clicquot apresenta La Grande Dame Rosé 2018, nova edição de uma das principais cuvées da Maison francesa e uma homenagem à visão de Madame Clicquot. A safra marca os 200 anos da técnica que deu origem ao primeiro champagne rosé de assemblage de que se tem conhecimento, criado em 1818 a partir da combinação de vinho branco com vinhos tintos selecionados de Bouzy, um vilarejo Grand Cru de Champagne.
A safra 2018 é a 11ª edição de La Grande Dame desde a criação da cuvée, em 1988. Produzida apenas em anos considerados excepcionais para a Pinot Noir, a versão rosé recupera uma técnica diretamente ligada à história da Maison e aos vinhos tintos de Bouzy, região pela qual Madame Clicquot demonstrava especial interesse.
O histórico livro de assemblages da Veuve Clicquot preserva os registros desse trabalho, que se tornou parte da identidade da marca. A própria Madame Clicquot defendia a qualidade dos vinhos da região e, em uma correspondência de 1833, destacou a finesse dos tintos de Bouzy.
O Pinot Noir como assinatura

O Pinot Noir ocupa posição central na elaboração de La Grande Dame Rosé. A variedade é cultivada há mais de dois séculos pela Veuve Clicquot e representa uma das principais características do perfil da Maison, combinando estrutura, precisão e frescor.
Na safra 2018, as uvas vêm principalmente de vinhedos históricos da Montagne de Reims e são complementadas por Chardonnay da Côte des Blancs. A variedade branca acrescenta frescor, finesse e notas salinas ao conjunto.
O vinho tinto utilizado no assemblage vem exclusivamente do Clos Colin, parcela Grand Cru de Bouzy adquirida pela Maison em 1741. A área foi ampliada para 1,3 hectare durante o período em que Madame Clicquot esteve à frente da empresa.
O terreno apresenta solo argilo-calcário, com areia e partículas minerais, além de boa exposição solar. Essas características contribuem para a concentração das uvas e para o desenvolvimento de taninos considerados importantes na estrutura do vinho.
Dupla seleção e vinificação
As uvas utilizadas na elaboração passam por duas etapas de seleção: primeiro no vinhedo e, posteriormente, na chegada às instalações de vinificação. Apenas os cachos considerados mais saudáveis seguem para o processo.
Depois de delicadamente desengaçadas, as uvas passam por maceração a frio em tanques de aço inoxidável com temperatura controlada. A fermentação é acompanhada por técnicas como pigeage e remontagem, que favorecem a extração gradual de cor, taninos e estrutura.
O vinho tinto produzido para a cuvée apresenta tonalidade rubi e aromas de frutas vermelhas, como cereja, framboesa e groselha, acompanhados por notas de especiarias. O controle dos taninos contribui para uma textura mais macia e para o equilíbrio do rosé.
Segundo Didier Mariotti, chef de cave da Veuve Clicquot, a safra evidencia a proposta da Maison de trabalhar o Pinot Noir a partir de diferentes expressões do terroir.
“La Grande Dame Rosé 2018, generosa e precisa, revela L’Art du Pinot Noir por meio da elegância e da complexidade do rosé”, afirma.
Uma safra marcada pelo clima de 2018
As condições climáticas daquele ano tiveram papel importante no perfil da safra. Depois de um inverno marcado por chuvas intensas, Champagne registrou um verão longo e quente, resultando em uma colheita considerada excepcional pela Maison.
Para a Pinot Noir, o cenário favoreceu concentração, profundidade e equilíbrio entre frescor e complexidade aromática.
As diferentes parcelas da Montagne de Reims também contribuem para a composição final. Vinhedos localizados nas encostas do norte acrescentam estrutura, tensão e verticalidade, enquanto os do sul trazem textura e sedosidade.
Uma nova embalagem

La Grande Dame Rosé 2018 chega ao mercado em um estojo produzido integralmente com papel 100% reciclado. A distribuição da embalagem é feita exclusivamente por vias terrestre e marítima.
A fita que acompanha o estojo pode ainda ser personalizada com uma mensagem ou nome de até 78 caracteres, proposta que transforma a apresentação da garrafa em uma opção para presentes e ocasiões especiais.
A cuvée também chega à gastronomia
A relação entre La Grande Dame e a gastronomia ganhou uma frente própria em 2021, com a criação da Gastronomia do Jardim. A iniciativa reúne 14 chefs com estrelas Michelin de diferentes países para desenvolver harmonizações entre a cuvée e pratos inspirados em ingredientes cultivados em jardins.
Entre os participantes estão Enrico Crippa, Kanji Kobayashi, Luke Selby, Lucas Brocheton, Dario Cadonau e Michaël Vrijmoed.
A proposta coloca vegetais no centro das criações e parte de ingredientes sazonais para estabelecer uma relação entre os pratos, as uvas e as características de cada safra.
Um dos pontos desse projeto é o Jardim de Verzy, na região de Champagne, que produz mais de 300 variedades de frutas, legumes, verduras e ervas utilizando técnicas de permacultura. Localizado no mesmo território em que são cultivadas as uvas de La Grande Dame, o espaço também serve como base para as harmonizações.
“La Grande Dame e a Gastronomia do Jardim estão intimamente ligadas. Ambas nascem da terra e do trabalho humano, recordando-nos o ciclo das estações, a expectativa da colheita e as características únicas do solo que dão origem a uma safra”, explica Mariotti.
Com La Grande Dame Rosé 2018, a Veuve Clicquot retoma uma técnica desenvolvida por Madame Clicquot há dois séculos e a conecta às características da safra de 2018, mantendo o Pinot Noir e o terroir de Bouzy no centro da composição.