Três caminhos, uma sociedade e um grupo de R$ 160 milhões

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04/10/2026

Três caminhos, uma sociedade e um grupo de R$ 160 milhões

Fundadores do Grupo 3T Brasil se conheceram em diferentes momentos da carreira e hoje conduzem 33 operações

Por Redação

Antes de se tornarem sócios, Humberto Munhoz, Elisson Dias e Rafael Gardil construíram carreiras em áreas e ambientes profissionais diferentes. Humberto já empreendia no setor de hospitalidade enquanto seguia a carreira corporativa; Elisson acumulava experiência executiva em multinacionais; e Rafael atuava na gestão de operações de um dos negócios comandados por Humberto. Em 2017, esses caminhos se cruzaram na criação do Grupo 3T Brasil.

Humberto e Elisson se conheceram em 2008, quando trabalhavam na Unilever, e mantiveram a amizade mesmo com o avanço de suas carreiras em direções distintas. Enquanto Humberto começou a investir no setor de hospitalidade, com operações como O Pasquim, Elisson passou por empresas como a Diageo. Rafael entrou nessa história pela relação profissional com Humberto, para quem já trabalhava como gerente de operações.

“Eu e o Elisson nos conhecemos na Unilever e ficamos amigos. Enquanto eu começava a empreender no setor, ele seguiu sua carreira em multinacionais. Em 2017, decidimos juntar essas experiências e começar a 3T. O Rafael já trabalhava comigo como gerente de operações e também se tornou sócio naquele momento. Então, a 3T não nasceu de uma amizade entre três pessoas, mas do encontro de relações e experiências diferentes que, a partir dali, passaram a construir uma história juntos”, explica Humberto Munhoz, sócio do Grupo 3T Brasil.

A formação da sociedade também definiu uma divisão de responsabilidades entre os três. A amizade entre Humberto e Elisson passou a dividir espaço com a relação profissional que Humberto já tinha com Rafael e, ao longo dos anos, os três estruturaram uma dinâmica baseada na complementaridade de competências e na tomada conjunta de decisões.

“Cada um chegou à 3T com uma bagagem diferente, e acho que essa é uma das nossas forças. Não precisamos pensar da mesma maneira o tempo todo. O importante é ter espaço para discutir, ouvir opiniões diferentes e entender onde cada um pode contribuir mais. Com o crescimento da empresa, essa complementaridade se tornou ainda mais importante”, afirma Elisson Dias, sócio do Grupo 3T Brasil.

A sociedade acompanhou a expansão do grupo, que encerrou 2025 com faturamento de R$ 120 milhões e projeta alcançar R$ 160 milhões em 2026. Atualmente, a 3T reúne 33 operações e marcas como O Pasquim Bar e Prosa, A Saideira, Crave Meat, Empanadas y Tal, Juice da Orla, A Ventana e Saladaria Mix, com atuação em diferentes formatos e regiões do país.

A empresa também está presente em oito aeroportos e tem como próxima meta ampliar essa operação. Até 2030, os sócios projetam chegar a R$ 300 milhões em faturamento anual, com 60 operações e presença em 12 aeroportos.

Para os três, o crescimento traz também o desafio de preservar uma estrutura societária construída a partir de perfis profissionais diferentes.

“Quando olhamos para trás, acho que o mais interessante é perceber que cada um chegou aqui por um caminho. A empresa foi crescendo e, junto com ela, também cresceu a nossa relação como sócios e como amigos. Hoje temos uma história construída juntos e ainda temos muito pela frente”, afirma Humberto.

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