Paraty em modo Flip: onde a boa mesa também faz parte da leitura

Turismo

21/07/2026

Paraty em modo Flip: onde a boa mesa também faz parte da leitura

Durante a Festa Literária Internacional de Paraty, cultura, gastronomia e hospitalidade transformam a cidade em um destino para ser vivido além dos livros

Por Redação


Há uma semana no ano em que Paraty muda de ritmo. As pedras irregulares do centro histórico, que normalmente convidam a um passeio lento, passam a ser palco de filas, tendas lotadas e conversas animadas sobre livros, autores e ideias. É a Flip, Festa Literária Internacional de Paraty, que, entre os dias 22 e 26 de julho, volta a transformar a cidade em um dos points mais concorridos do calendário cultural brasileiro.

Para quem acompanha o circuito de eventos que misturam relevância intelectual e experiência de vida, o tipo de programa que um CEO marca na agenda tanto pelo conteúdo quanto pelo respiro que oferece, a Flip tem um apelo particular. Não é só sobre ouvir autores debaterem em mesas redondas. É sobre viver alguns dias em uma cidade colonial preservada, cercada por Mata Atlântica e mar, onde literatura, gastronomia e hospitalidade se cruzam com naturalidade.

Uma homenagem que dá o tom da edição

A edição de 2026 tem como autora homenageada Orides Fontela, poeta paulista conhecida pela economia de palavras e pela relação intensa com a natureza em sua obra. Não é um detalhe menor: a escolha reforça o que há de mais interessante na Flip, que é sua capacidade de aproximar literatura, território e as pessoas que circulam por ali, leitores, escritores, editoras e curiosos, todos meio perdidos entre uma mesa e uma ladeira de pedra.

O roteiro não literário da Flip

Quem já esteve em Paraty durante a festa sabe que a programação oficial é só metade da experiência. A outra metade acontece nos intervalos, no café entre um debate e outro, no almoço arrastado que vira conversa, no jantar que fecha o dia. É nesse roteiro paralelo que a cidade mostra por que se tornou um destino tão querido por quem gosta de unir cultura e bom gosto.

No centro histórico, o Pupu’s Panc Party, comandado pelo chef Bernardo Arthuzo, é parada obrigatória para quem quer sentir o Brasil no prato. A casa aposta em PANCs, flores da Mata Atlântica e peixes frescos da região, em um ambiente descontraído que funciona tanto para um almoço rápido antes da próxima mesa quanto para um jantar mais longo, daqueles que rendem assunto.

Para os fãs de culinária japonesa, o Fugu Japanese Food, do sushiman Eduardo Diniz, propõe algo mais raro: técnica japonesa aplicada a peixes da Costa Verde. O resultado é uma cozinha autoral que dialoga com o território sem abrir mão da delicadeza da tradição nipônica.

Entre um compromisso e outro, a pausa ideal tem nome e sabor: Gelateria Miracolo. Os gelatos artesanais, feitos com frutas frescas e ingredientes naturais, dividem espaço com arte e arquitetura em um ambiente que conversa diretamente com o circuito cultural da cidade, um respiro literal e literário no meio do dia.

Onde ficar para não perder nada

Com a cidade lotada e a programação concentrada no Quadrado Mágico, a escolha da hospedagem pode ser tão estratégica quanto a escolha das mesas que se quer assistir. O Sandi Hotel, localizado no coração do centro histórico, resolve essa equação: dá para chegar a pé a praticamente tudo. O hotel reúne, dentro do próprio ecossistema do Quadrado Mágico, gastronomia, arte, experiências culturais e bem-estar. É o tipo de base que permite aproveitar a Flip sem perder tempo com deslocamentos e sem abrir mão do conforto.

Por que isso importa?

A Flip não é apenas um evento literário. É um lembrete de que Paraty consegue fazer o que poucos destinos brasileiros fazem bem: unir patrimônio histórico, natureza preservada, gastronomia de qualidade e uma agenda cultural de peso em um espaço pequeno o suficiente para ser percorrido a pé. Para quem vive uma rotina de decisões rápidas e agendas cheias, os cinco dias de festa funcionam como um convite para desacelerar, sem abrir mão de estar no centro do que há de mais relevante na cena cultural do país.