Velas do Engenho aposta no wellness no litoral paulista
Entrevista
04/05/2026
Hotel em Ilhabela investe em wellness, foca em rentabilidade e avança em plano de expansão
Em Ilhabela, um dos raros municípios-arquipélago do país formado por 14 ilhas e ilhotes, o Hotel Velas do Engenho entra em um novo ciclo de crescimento ancorado no turismo de bem-estar. Sob o comando de Claudinei Baltazar, o empreendimento reposiciona sua operação, amplia investimentos em wellness e mira maior rentabilidade. “Estamos evoluindo de um modelo tradicional de hotelaria para um conceito mais alinhado ao turismo de bem-estar, com forte investimento em wellness”, afirma o executivo, ao destacar a estratégia que tem ampliado o público e elevado o ticket médio por hóspede.
O que hoje mais impulsiona o crescimento do Hotel Velas do Engenho?
O crescimento está diretamente ligado à combinação entre localização privilegiada, experiência diferenciada e reposicionamento estratégico do produto. Estamos evoluindo de um modelo tradicional de hotelaria para um conceito mais alinhado ao turismo de bem-estar, com forte investimento em wellness. Esse movimento, somado ao nível de serviço e à curadoria de experiências, tem ampliado nosso público e aumentado o ticket médio por hóspede.
Como o hotel se posiciona no segmento de luxo no litoral brasileiro?
Nos posicionamos como um luxo contemporâneo, focado em bem-estar, experiência e exclusividade, sem excesso de formalidade. A proposta valoriza conforto, privacidade e uma relação mais próxima com a natureza. Com a criação do nosso centro thermal e a ampliação do spa, reforçamos um posicionamento voltado ao novo perfil de viajante, que busca saúde, equilíbrio e experiências mais completas.
Quais indicadores orientam a gestão hoje: ocupação, diária média ou rentabilidade?
O principal indicador é a rentabilidade. Ocupação e diária média são ferramentas de gestão, mas não o objetivo final. Buscamos equilíbrio entre preço, ocupação e experiência, sempre preservando margem. Também acompanhamos o ticket médio por hóspede e a performance das áreas de wellness, que passam a ter papel central na geração de receita.
Como os períodos de maior e menor movimento afetam o resultado do hotel?
A sazonalidade é relevante em Ilhabela. Nos períodos de alta, priorizamos maximizar a diária média e a receita total. Nos períodos de menor demanda, intensificamos estratégias voltadas à experiência, com foco em wellness, eventos e público regional, reduzindo a dependência exclusiva da hospedagem. A diversificação do produto tem sido fundamental para equilibrar os resultados ao longo do ano.
Há planos de expansão ou novos projetos no curto e médio prazo?
Sim. Já iniciamos um importante ciclo de expansão. O primeiro passo foi a construção do nosso centro thermal, que inclui saunas seca e a vapor, piscina aquecida, ice bath e hidromassagem. Esse espaço, junto com o spa, formará um centro de wellness completo, com previsão de conclusão em julho.
Na sequência, iniciaremos a unificação dos terrenos para ampliar a capacidade construtiva e viabilizar novos projetos. Entre eles, a construção de um novo SPA e academia e, no segundo andar, um lobby com bar, com vista plena para o mar, que funcionará como ponto de encontro para hóspedes e visitantes, além de permitir a realização de eventos sociais e corporativos.
Em paralelo, está prevista a construção de 5 novos apartamentos, com entrega estimada para julho de 2027. O projeto já aprovado contempla, ainda, a possibilidade de expansão adicional com mais 7 unidades, compondo o plano de crescimento para o ciclo 2027/2028.