Terra Prime Capital adota estratégia antes da planta
Mercado
Compartilhar
20/05/2026
Com R$ 1,9 bilhão em Valor Geral de Vendas (VGV) sob participação, grupo catarinense estrutura investimentos antes da incorporação para capturar ganhos onde o valor real é formado
Por Redação
O investidor brasileiro foi, historicamente, condicionado a entrar no mercado imobiliário quando boa parte do bolo já havia sido dividida. Seja adquirindo imóveis prontos, comprando na planta ou aportando em fundos imobiliários (FIIs), a dinâmica costuma ser a mesma: o cliente final absorve um ativo cujo valor relevante já foi capturado por quem estava na base do projeto.
No entanto, uma nova mentalidade começa a redesenhar esse cenário. De olho em retornos expressivos, investidores têm buscado a “origem” do ciclo imobiliário — uma etapa que, embora carregue maior complexidade, oferece uma assimetria de ganhos altamente atrativa. É exatamente neste nicho que se posiciona a Terra Prime Capital, grupo privado de investimentos imobiliários de Santa Catarina que foca na aquisição de terrenos e na estruturação de projetos antes mesmo da incorporação.
Em apenas um ano de operação, a empresa já acumulou mais de R$ 18 milhões em aquisições de áreas estratégicas e garantiu participação em projetos que, somados, ultrapassam R$ 1,9 bilhão em VGV.
“A maior parte dos investidores entra quando o ativo já passou pelas etapas mais relevantes de valorização. Nosso papel é estruturar o acesso a uma fase anterior, onde o potencial de ganho é maior, mas exige inteligência na escolha do território, estrutura jurídica e capacidade de execução”, explica Fernando Kennedy, sócio e CEO da Terra Prime Capital.
Fernando Kennedy, sócio e CEO da Terra Prime Capital. Foto: Divulgação
O “Efeito Santa Catarina” e a rota do interior
A escolha geográfica da Terra Prime não é por acaso. O portfólio da empresa está ancorado em Santa Catarina, local que atualmente lidera o saldo migratório nacional, ostenta a menor taxa de desemprego do País e registra o maior índice de valorização do metro quadrado no Brasil, segundo dados do levantamento Capital Econômico (2024).
A grande virada de chave da companhia, contudo, está em olhar para além do óbvio. Em vez de disputar o já saturado e inflacionado litoral norte catarinense, a Terra Prime aposta em cidades médias e regiões fora do eixo tradicional, como o Sul do estado.
Municípios dessa região exercem forte influência regional e apresentam uma base sólida em serviços, educação, saúde e logística, além de conexão direta com a BR-101, o principal corredor rodoviário do país. Esse conjunto de fatores sustenta uma expansão urbana mais organizada e cria oportunidades para projetos estruturados de maior escala, onde o ponto de partida dos preços ainda preserva margens de lucro expressivas.
“A lógica do crescimento imobiliário no Brasil está mudando. Não se trata mais apenas de grandes capitais, mas de regiões com fundamentos sólidos, capacidade de expansão e qualidade de vida”, pontua Kennedy.
Segurança Jurídica: o investidor como sócio
Para viabilizar o acesso de investidores a esse mercado restrito, a Terra Prime utiliza o modelo de Sociedades em Conta de Participação (SCP). Na prática, o investidor entra como sócio cotista e ganha participação direta nos resultados do projeto. O formato oferece governança contratual e camadas robustas de proteção patrimonial.
Essa sofisticação jurídica acompanha a evolução do próprio perfil do investidor brasileiro que, diante de juros estruturais elevados e maior acesso à educação financeira, tem aceitado maior complexidade em troca de controle sobre o risco e retornos robustos.
“Em um mercado que historicamente concentrou as melhores oportunidades nas mãos de poucos, nos posicionamos como o elo que faltava: combinamos inteligência territorial e capacidade de execução para levar o investidor à origem do ciclo, onde o valor real ainda está sendo formado”, conclui o CEO.