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Altos brindes

A TAP Air Portugal celebra a cultura dos vinhos portugueses em uma experiência única a bordo

Por Luciana Lancellotti

Como jornalista de viagem e gastronomia, estou sempre atenta a possíveis descobertas quando viajo – e isso inclui o que acontece no deslocamento entre dois pontos. Nessa rotina, devo confessar que viajar a bordo da classe executiva da TAP Air Portugal, a despeito do destino, sempre me empolga. Não apenas pela comodidade do idioma e pela minha afinidade com o país de origem da companhia, mas também pela curiosidade sobre os vinhos que serão servidos.

Mais do que oferecer rótulos portugueses a bordo, o programa Tap Wine Experience celebra a produção vitivinícola de Portugal, que pude de novo vivenciar, dessa vez num voo de volta ao Brasil, via Lisboa. Foi o melhor epílogo para o período que passei em Paris, escrevendo sobre os hotéis Le Meurice e Plaza Athenée, que você pode ler nesta edição. 

Líder de mercado como a companhia que mais transporta passageiros entre o Brasil e a Europa, a companhia aérea portuguesa serve 1,2 milhão de garrafas de vinhos conterrâneos ao ano para seus passageiros. Nada mais justo, já que Portugal é uma terra tão diversa quanto rica em castas nativas, o que eleva sua condição a uma espécie de Eldorado dos vinhos – e, quando escrevo diversa, refiro-me à maior variedade de castas autóctones do mundo: cerca de 250. O país produz rótulos dos mais diferentes perfis, elaborados sob o frescor do Douro, o calor do Alentejo ou o sussurro salgado do Algarve. E, nesse caso, os rótulos são selecionados para degustar a milhares de pés do solo – um senhor desafio, já que a nossa percepção sensorial sofre alterações com a altitude.

Entre outros efeitos, o baixo nível de umidade no interior das aeronaves faz com que as narinas ressequem e a produção de saliva diminua. Com isso, as sensações de olfato e paladar são reduzidas em torno de 20%. Sendo assim, bons vinhos em terra nem sempre funcionam em altitude. Ao selecioná-los, melhor deixar de fora, por exemplo, os muito secos e tânicos. Com esse tipo de informação em mente, a cada dois anos a TAP reúne um grupo de especialistas de diferentes nacionalidades para escolher a nova carta de vinhos. A seleção atual conta com 43 rótulos, de oito diferentes regiões vinícolas, incorporando 24 fornecedores portugueses. Dessa maneira, a TAP ajuda as vinícolas de Portugal a conversar com o mundo, usando suas asas para levar além de suas fronteiras os produtos que brotam de terras lusitanas. Da classe executiva à econômica, cada vinho celebra a cultura de uma região do país. Outro ponto interessante: a experiência foi pensada para passageiros com diferentes níveis de conhecimento sobre vinhos. Por isso, há comissários preparados para orientar sobre as características dos rótulos oferecidos, harmonização com os pratos do menu e até mesmo uma breve introdução sobre as regiões de origem. Outra parte do voo que adoro aproveitar é a central de entretenimento a bordo, uma série de vídeos especiais sobre regiões vinícolas e castas portuguesas. A experiência continua em solo: a companhia aérea sugere programas em adegas locais, em condições especiais aos passageiros TAP. Não é segredo que o vinho é muito mais do que uma bebida. É uma experiência, uma história líquida de lugares e pessoas. Por isso mesmo, a essência do que a TAP oferece é um lembrete de que, em um mundo que gira rápido demais, a jornada é tão importante quanto o destino. Se for com uma taça de vinho português em mãos, melhor ainda. Serviço A TAP conecta 11 cidades brasileiras à Europa, a partir de Lisboa e Porto. O viajante pode chegar a Paris, por exemplo, com uma conexão em Portugal, saindo de Belém, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Natal, Maceió, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

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