O designer da nova geração
Arte
07/05/2026
Aos 25 anos, o designer gaúcho Eduardo Trevisan já apresentou suas criações em eventos como CasaCor e as Semanas de Design de Milão e Nova York
Por Redação
Eduardo Trevisan cresceu entre desenhos, processos industriais e a rotina da fábrica de mobiliários da família. Ainda criança, passava as tardes acompanhando de perto a produção, experiência que moldou o caminho que seguiria anos depois.
Formado em Design pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), em Bento Gonçalves, Trevisan ingressou na indústria da família logo após concluir a graduação. Pouco tempo depois, fundou o estúdio que leva seu nome e começou a desenvolver projetos autorais marcados pela funcionalidade e identidade contemporânea.
Além da atuação à frente do estúdio, também responde pela direção criativa, curadoria e direção de estilo e imagem da MSul.
Em 2024, recebeu o primeiro convite para assinar uma linha exclusiva para a Breton, marca paulistana de mobiliário de alto padrão. Desde então, suas criações passaram a circular em alguns dos principais eventos de design e arquitetura do mundo, entre eles a MADE, a CasaCor e as Semanas de Design de São Paulo, Milão e Nova York.
THE PRESIDENT _ Assinando para grandes fabricantes moveleiros, como nasce a inspiração de suas coleções?
Eduardo Trevisan — Busco ter um olhar atento ao comportamento das pessoas e à maneira como elas interagem com novas tendências de consumo. Também busco observar de perto o posicionamento e as estratégias adotadas pelas grandes marcas e, dessa forma, unir as duas pontas com coleções que tenham coerência, identidade e personalidade que carrego na minha assinatura.
Suas referências se concentram no design brasileiro ou possui também outras inspirações?
Sou fascinado pela arquitetura, música, moda e design e, dentro disso, encontro nesses universos constante motivação para as criações.
Sobre a identidade do seu trabalho, há matérias-primas presentes de forma constante em suas linhas assinadas?
Sim. A madeira é a matéria-prima central. Busco valorizar a beleza natural, mantendo em grande parte suas tonalidades e veios originais. Também uso metal e tenho trazido a beleza das pedras naturais em superfícies de tampos, como as mesas Ciranda e Aura.
Suas obras já foram finalistas de grandes premiações, tais como: Prêmio Salão Design, com as mesas Malha, Aro e Aparador Even.
Dentre tantas criações, qual mobiliário ou coleção você acredita que define melhor o seu trabalho?
Com certeza, a última coleção, Caminhos. Essa linha não chega a definir minha personalidade criativa, porque acredito que a vida de um designer passa por constantes transformações e evolução, mas diz muito sobre a minha trajetória.
Ou seja, reflete o meu percurso, representado pelo movimento contínuo, com curvas que sugerem movimento, estruturas que carregam intenção, volumes que se afirmam pela força da madeira, em que cada peça nasceu de uma lógica sensível.