O ano do Founder-Led Growth

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18/03/2026

O ano do Founder-Led Growth

Executivos precisam assumir protagonismo digital para crescer e construir autoridade

Por Redação

Se você acha que posicionamento digital é apenas para fundadores de startups, está perdendo uma oportunidade estratégica que já movimenta bilhões e define carreiras e negócios. Enquanto o conceito de Founder-Led Growth ganhou força nos últimos anos, 2026 marca uma virada.

O mercado está descobrindo que não são apenas os fundadores que precisam se posicionar, mas sim todos os líderes da empresa. A tendência está redefinindo como as empresas crescem, como os talentos são atraídos e como os negócios são fechados no ambiente digital.

O conceito não é novo, mas ganhou urgência. Estudos recentes mostram que empresas lideradas por founders têm retorno ajustado ao mercado de 12% em três anos, enquanto empresas com CEOs não fundadores apresentam retorno negativo de 26%, segundo pesquisa da Harvard Business Review. Mas o diferencial não está apenas na figura do fundador, e sim na presença ativa e estratégica da liderança.

Os números do LinkedIn reforçam essa tendência. 82% dos consumidores confiam mais em empresas cujos executivos são ativos nas redes sociais, segundo dados da Edelman Trust Barometer. Mais impressionante ainda quando analisamos que postagens de executivos no LinkedIn geram até 6 vezes mais engajamento do que as mesmas publicações feitas pelas empresas.

O mercado percebeu que não é só o fundador que constrói confiança, mas qualquer liderança que esteja disposta a se posicionar de forma autêntica e estratégica. Juliano Marchesine, cofundador da Backstage, consultoria especializada em posicionamento digital estratégico que já atende os principais executivos do país, explica que esse movimento reflete uma mudança estrutural na forma como autoridade e reputação são construídas.

Por que 2026 é diferente?

A presença digital de executivos deixou de ser um diferencial e se tornou uma necessidade estratégica. Com o LinkedIn ultrapassando 1,1 bilhão de usuários globalmente em 2025, sendo 83 milhões apenas no Brasil, a plataforma consolidou-se como o principal espaço para posicionamento profissional e geração de negócios B2B.

O ponto crítico que muitos executivos ainda ignoram é simples. Apenas 1% dos usuários do LinkedIn cria conteúdo semanalmente, e esses 1% geram 9 bilhões de impressões. Há um oceano azul esperando por líderes que entendam o jogo. Outros dados comprovam o impacto. 90% dos funcionários concordam que, quando a liderança da empresa é ativa nas redes sociais, a imagem da marca é fortalecida. Executivos estimam que 44% do valor de mercado de suas empresas estão diretamente ligados à reputação do CEO. Leads gerados via redes sociais de funcionários convertem 7 vezes mais do que outros leads.

Em 2026, haverá uma explosão de executivos de C-level e VPs investindo em posicionamento digital, não apenas fundadores. A diferença é que esses líderes têm credibilidade construída, rede consolidada e, muitas vezes, resultados concretos para compartilhar. Juliano, que há quatro anos desenvolve metodologias para transformar perfis executivos em ativos de negócio, aponta que esse movimento tende a se acelerar.

Não é só para fundadores

Aqui está o erro mais comum no mercado: achar que posicionamento digital estratégico é apenas para fundadores ou CEOs.

Pessoas se conectam com pessoas, não com logotipos — e isso vale para qualquer liderança da empresa. Um VP de Vendas que compartilha insights sobre o mercado, uma diretora de RH que humaniza processos seletivos ou um CFO que traduz finanças em estratégia têm o poder de gerar impacto real para o negócio, explica Juliano.

A Backstage, fundada em 2022, identificou essa lacuna há quatro anos e desde então vem desenvolvendo metodologias para posicionar lideranças de forma estratégica. A consultoria atende executivos de diferentes níveis hierárquicos, de diretores a C-levels. Em comum, está o entendimento de que a presença digital não é sobre ego, mas sobre gerar valor e construir autoridade no mercado.

O que é tendência?

As principais tendências que devem se consolidar incluem vídeos curtos no LinkedIn, com founders, CEOs e líderes adotando formatos de vídeo rápido para compartilhar atualizações, insights e bastidores. A autenticidade e a vulnerabilidade também ganham força, com líderes que compartilham desafios, erros e aprendizados construindo conexões mais profundas com suas audiências.

A inteligência artificial na personalização de conteúdo vem ajudando executivos a analisar preferências da audiência e criar materiais mais relevantes. Empresas que incentivam funcionários a construir suas marcas pessoais veem aumento de até 300% no engajamento.

O que funcionava há um ano pode não funcionar mais hoje. O ambiente digital muda rápido, e quem não acompanhar essas mudanças pode perder relevância, conclui Juliano.