Mostra Artefacto 2026 celebra 50 anos da marca com o tema “Maturidade”

Destaque

10/03/2026

Mostra Artefacto 2026 celebra 50 anos da marca com o tema “Maturidade”

Mostra 2026 da Artefacto celebra os 50 anos da marca, reúne arquitetos convidados e apresenta a coleção assinada pela diretora criativa Patricia Anastassiadis

Por Redação

A Mostra 2026 da Artefacto chega neste ano com um tema que dialoga com o momento da empresa. Ao completar 50 anos, apresenta “Maturidade” como eixo da edição e lança a coleção Edition 2026 Cosmos, assinada por Patricia Anastassiadis.

Com duração de 11 meses, arquitetos e designers de interiores convidados assinam ambientes desenvolvidos a partir do tema proposto para a edição. Os projetos refletem escolhas estéticas e funcionais relacionadas à evolução do morar contemporâneo e às cinco décadas da marca.

Paulo, Bruno, Patricia Anastassiadis e Pietro Bacchi - Crédito Lu Prezia (2)
Paulo, Bruno, Patricia Anastassiadis e Pietro Bacchi. Foto de Lu Prezia

“Chegar aos 50 anos é um momento de reflexão e celebração. A maturidade, para nós, representa a capacidade de evoluir sem perder a essência, continuar inovando mantendo o compromisso com o design, a qualidade e a permanência que sempre definiram a Artefacto.

Paulo Bacchi, CEO da Artefacto

Programação da mostra

A flagship localizada na Rua Haddock Lobo, em São Paulo, terá o showroom ampliado. O espaço receberá 600 metros quadrados adicionais de área expositiva.

Já a coleção Artefacto Edition 2026 Cosmos foi desenvolvida por Patricia Anastassiadis e reúne 17 peças de mobiliário. As peças utilizam materiais como pedra, vidro martelado, metal, couro e camurça.

Elenco Mostra Artefacto 2026

Ana Maria Vieira Santos

Criado não para impressionar, mas para acolher, inspirar e, acima de tudo, permanecer íntegro ao longo do tempo, esse espaço de uso múltiplo – reunindo living, quarto, estar íntimo e home office –, assinado pela designer de interiores Ana Maria Vieira Santos, traduz o conceito de maturidade pelo equilíbrio entre elegância e autenticidade. Concebido como uma narrativa contínua, em que cada detalhe reflete a sensibilidade de um olhar experiente, o projeto lança mão de texturas complementares – madeira e couro, metal e vidro – como forma de evocar permanência. A iluminação, por sua vez, tomada pela profissional como elemento essencial ao bem-estar, desenha cenários cheios de personalidade, revelando formas e destacando a essência dos materiais. Assim, escolhidos pela capacidade de atravessar gerações sem perder relevância, os móveis Artefacto funcionam como protagonistas de um exercício estético que valoriza a essência sobre o excesso. Privilegiam o conforto, a funcionalidade e as proporções precisas, reafirmando, mais uma vez, que o design verdadeiramente maduro não se rende a tendências passageiras, mas constrói legado.

Armentano Arquitetura

O escritório do Albino Bacchi, assinado por João Armentano, é uma homenagem delicada do arquiteto aos 50 anos da Artefacto e ao legado de seu fundador. De forma singular, o espaço traduz maturidade como filtro: a capacidade de reconhecer valores e limites, distinguindo permanências em meio às mudanças. No caso, por meio de um ambiente que não rejeita o novo, mas o colore com memórias e sentimentos. Inspirado por Jorge Zalszupin, referência fundamental do design brasileiro, o projeto reafirma que maturidade é transformar legado em inovação. Livre de excessos, revela atualidade e jovialidade em cada detalhe. O arranjo dos móveis transforma o espaço em lugar de encontros e decisões, enquanto sua curadoria criteriosa reforça o desejo de nele permanecer e viver com calma e significado. A luz natural, filtrada pela claraboia e pelas janelas voltadas ao jardim, favorece a contemplação. Já o mobiliário – mesa de jantar Lena, cadeiras Chiara, sofá Piero e poltrona Indiana – expressa uma estética de contenção formal em que o virtuosismo cede espaço à valorização dos detalhes. Em síntese, um acervo que permanece elegante ao longo do tempo, unindo funcionalidade e longevidade.

Chris Hamoui

Reconhecer o percurso, reunir aprendizados e, ao final, transformar tudo isso em um depoimento coerente, elegante e verdadeiro. Foi esse o caminho trilhado pela designer de interiores Cris Hamoui ao conceber “Entre Tempos”: um ambiente de uso múltiplo que celebra aspectos de sua trajetória ao longo dos anos, com o objetivo de mostrar que maturidade é ter clareza sobre quem somos, para melhor propagar nossa identidade. Com uma paleta de cores refinada, que vai do fendi ao off-white, o espaço valoriza a permanência e a sofisticação silenciosa. No living, estantes marcantes, marcenaria sob medida e papéis de parede proporcionam equilíbrio e profundidade visual. Na suíte, o conceito se aprofunda ainda mais no luxo dos detalhes: estofados generosos e texturas acolhedoras. O mobiliário Artefacto, escolhido com rigor, traz como destaques o sofá Flamel, a poltrona Poline e a cama Tassel. Móveis selecionados pela arquiteta em função de sua presença escultural, sustentando um ideal de maturidade estética. “Minha escolha foi consciente: não apresentar algo inédito, mas uma releitura refinada de uma linguagem por mim validada ao longo dos anos”, conclui.

Dado Castello Branco Arquitetura & Interiores

No Living Essência, assinado pelo arquiteto Dado Castello Branco, a maturidade pode ser definida como síntese e permanência. É saber escolher o essencial, depurar o excesso e valorizar o que resiste ao tempo. Habitar esse espaço é permanecer com leveza, compreender o ritmo do tempo e reconhecer que, em última análise, ser maduro é, sobretudo, optar pelo que realmente importa. A madeira natural, o bouclé, o veludo e o mineral levigado, em inspiradas composições, revelam texturas inusitadas em um espaço de uso múltiplo que integra, com estilo, living e copa, e onde a convivência e a partilha se tornam protagonistas. Compondo a narrativa com equilíbrio e precisão, como um gesto delicado, a iluminação indireta percorre todo o ambiente, desvendando formas e intensificando a sensação de bem-estar. O mobiliário Artefacto, por sua vez, complementa a composição, trazendo funcionalidade e leveza: a cadeira Daphne Living e os módulos Austral estruturando o estar; a mesa de jantar Halston, acompanhada pelas cadeiras Vimen e Chiara, simbolizando encontro e legado. Por fim, a poltrona Sin, em versões indoor e outdoor, dialoga com a poltrona Mentha e a chaise longue Mare, convidando à contemplação.

Debora Aguiar

No living Razão e Sensibilidade, a maturidade não é apenas conceito: é atmosfera. Assinado pela arquiteta Debora Aguiar, ele foi pensado, em todos os seus detalhes, para traduzir um ideal de permanência e autenticidade. Na luminosidade suave, nas proporções que acolhem, nas texturas que guardam memórias. Mais do que um ambiente, é um manifesto silencioso, que reconhece que a maturidade se constrói na pausa e na delicadeza. Revestimentos em jacquard e bouclé convivem com texturas naturais do couro, do mármore e da madeira. Discretas tonalidades neutras ganham com notas de verde, azul e vinho, reforçando o equilíbrio entre sobriedade e vitalidade. Já a iluminação, cuidadosamente planejada, delineia o ambiente por meio de delicadas arandelas, encontrando seu ponto alto na grande elipse central, iluminada no teto. Em meio a esse cenário alguns móveis se tornam protagonistas, compondo uma narrativa de conforto e sofisticação, sem excessos. Entre eles, o sofá Escape, a poltrona Phili, a chaise longue Papillon e o sofá curvo Guell. Cada um deles refletindo a opção da profissional pelas linhas atemporais, pelas proporções harmônicas e por acabamentos precisos, capazes de atravessar gerações.

Denise Barretto Arquitetos

Desejos, memórias e sonhos”, ambiente assinado pela arquiteta Denise Barreto, celebra a maturidade como experiência de conhecer e compreender a vida. Um espaço caloroso e elegante, onde proporção e atemporalidade se encontram para transformar cada encontro em celebração. Viver em plenitude, aqui, envolve mais do que acolher: significa abrir-se ao novo e conviver com o que faz sentido. No projeto que reúne jantar com bar, sala de refeições e uma pequena biblioteca, cada setor aparece associado a um conceito. Na área de refeições, palco de comemorações e degustações, o ouro simboliza os 50 anos da Artefacto e o valor das memórias. O living, vibrante, é marcado pelo vermelho e pela lareira que aquece os desejos. Já a biblioteca, mais intimista, representa sonhos e liberdade. Essenciais ao equilíbrio da composição, o módulo Maddox, em veludo monocromático, assume papel central, enquanto a poltrona Papillon dialoga com esculturas do artista visual Zé Bento. A mesa de jantar Versa, a cadeira Daphne e as poltronas Luna, além de diversas mesas de centro e laterais, foram escolhidas por guardarem relação direta com a ideia de atemporalidade que norteia o projeto.

Fabio Morozini

Para o arquiteto Fabio Morozini, autor de “Modern Brazilian Elegance”, a maturidade é um valor essencial da arquitetura e do design de interiores. Fruto dessa convicção, o ambiente criado por ele é manifesto de uma trajetória construída com rigor, sensibilidade e liberdade criativa. Um espaço que celebra os 50 anos da Artefacto e reafirma a maturidade como uma nova modalidade de luxo: silenciosa, presente nos detalhes e sofisticada sem excessos. Integrando living e suíte, o projeto é marcado pela presença de um grande muxarabi em madeira – em continuidade visual e funcional – concebido não para produzir impacto imediato, mas para transmitir permanência e autenticidade. O conceito de “luxo silencioso” se revela na escolha criteriosa dos materiais, enquanto o piso em madeira de réguas largas e os tapetes autorais, cortados à mão, reforçam a atmosfera de singularidade. A curadoria de obras de arte e mobiliário acompanha essa sofisticação discreta. O grande módulo Opus, a mesa de centro Halston em mármore marrom imperial e a cabeceira Piet em palha. Todos expressando o DNA da marca: móveis feitos para atravessar gerações, dialogando com o tempo.

Leonardo Junqueira

Tal como o vinho que repousa na adega, as conversas que acontecem sem pressa e os encontros que amadurecem com o passar dos anos, a Galeria dos Encontros, ambiente assinado por Leonardo Junqueira, nasce da ideia de que, quando respeitado, o tempo se converte em valor. Por meio de materiais com visual brutalista como o concreto, madeira e pedra, e tons austeros – sobretudo o cinza, o preto e o marrom – a tradição modernista brasileira é revisitada, acrescida de um toque contemporâneo. As obras de arte não decoram: observam e dialogam com o entorno. Assim como o bar, que sustenta copos, mas também gestos e silêncios. Por aqui, nada é circunstancial: tudo foi pensado para durar. Escolhido com base em sua elegância atemporal e proporções clássicas, o mobiliário Artefacto busca traduzir o ideal de maturidade estética almejado pelo arquiteto: linhas mais contidas, conforto que acolhe e entende o corpo e um design que não objetiva o impacto imediato, mas permanência. Exemplo disso é a mesa bar Lena, selecionada por Junqueira em função de sua estrutura clara, sem excessos. Segundo ele como um gesto consciente, que dispensa adornos vazios.

Marilia Veiga

“Dolce far niente” é uma expressão italiana, mais de alcance universal, que celebra o prazer de não fazer nada. Mais do que um convite à pausa, trata-se de um estilo de vida que valoriza o aqui e agora. Um conceito que inspirou a designer de interiores Marília de Campos Veiga a criar esse espaço de uso múltiplo, pensado essencialmente para ser vivido. Integrando living, sala de jantar e área de vinhos, o projeto tem como base uma paleta sóbria de cores – fendi, marrom, cinza e vinho – somada a materiais como pedra natural, painéis amadeirados, vidros e metais. A composição reforça durabilidade e elegância para além de modismos. Nas palavras da criadora, trata-se de um projeto que traduz a maturidade como atitude: em se sentir, essencialmente, pleno e tranquilo, sem precisar provar nada a ninguém. Indispensáveis a esse ideal de bem-estar, alguns móveis assumem protagonismo imediato: a mesa de jantar Minos, que combina mármore e high gloss, sugerindo equilíbrio entre tradição e arrojo. E ainda o sofá Harrison, unindo veludo e soleta, sustentando a ideia de permanência, e compondo um ambiente requintado e convidativo.

Patricia Penna Arquitetura

Para a arquiteta Patrícia Penna, maturidade é autoconhecimento. Em seu “Loft Arte”, o mármore, material associado ao tempo, simboliza permanência e transformação, enquanto a inspiração vem da observação da arte. Destaque na composição, uma estante com nicho no material, aplicada também no teto, funciona como veículo expositor do acervo colecionado ao longo da vida. Sua função é dupla: ancorar visualmente o ambiente e traduzir aquilo que permanece. Mais do que um espaço de estar, o projeto é uma narrativa de maturidade: um depoimento em três dimensões no qual arquitetura, arte e mobiliário se encontram para afirmar o que é essencial e celebrar o autoconhecimento. A paleta de cinzas, rosados e dourados reforça a atmosfera elegante, enquanto a iluminação intimista valoriza pontos focais estratégicos. Capaz de transitar do clássico ao contemporâneo, o mobiliário Artefacto completa a equação. O sofá São Paulo destaca-se por sua versatilidade de modulação. Enquanto o sofá Papillon e as cadeiras Vimen dialogam com a tradição modernista brasileira, acrescida de um toque contemporâneo que atualiza sua herança estética.