Ilha da Madeira no modo Krug Grande Cuvée
Turismo
24/08/2026
Uma imersão inesquecível entre a beleza da Ilha da Madeira e a apresentação da nova Krug Grande Cuvée 174ème Édition
Por Marcelo Fernandes, embaixador da Maison Krug na América Latina
Existem viagens que ultrapassam os lugares visitados e permanecem na memória pelas emoções que despertam. Foi assim a imersão promovida pela Maison Krug na Ilha da Madeira, ao largo da costa portuguesa: três dias dedicados ao champanhe, à música, à gastronomia e ao encontro entre diferentes culturas.
Como embaixador da Maison Krug na América Latina, participei dessa experiência ao lado de Olivier Krug, Julie Cavil e Manuel Reman, o que tornou a viagem ainda mais especial. Mais do que apresentar grandes rótulos, a programação revelou a filosofia da Maison francesa: valorizar a individualidade de cada vinho para, então, alcançar a mais completa harmonia.


A Madeira impressiona desde o primeiro olhar. O encontro entre as montanhas, a vegetação exuberante e o Oceano Atlântico criam uma paisagem de beleza quase cinematográfica. A experiência começou com uma visita ao Monte Palace Madeira, onde jardins tropicais, lagos, obras de arte e caminhos cercados pela natureza convidam à contemplação. Foi uma introdução perfeita ao espírito da viagem: desacelerar, observar e perceber a riqueza presente em cada detalhe.
Outro momento marcante foi o encontro com Ricardo Freitas, da Vinhos Barbeito, um dos grandes nomes do vinho Madeira. Durante a visita e a degustação, conhecemos mais profundamente a identidade desses vinhos, moldados pela história, pelo clima da ilha e por longos períodos de envelhecimento.
Assim como acontece em Krug, o vinho Madeira demonstra que o tempo não é apenas uma espera. Ele é parte fundamental da criação.
Na primeira noite, o histórico Forte de São Tiago recebeu a experiência musical e sensorial Krug from Soloist to Orchestra in 2008 — Act II, seguida por um jantar de gala.
A relação entre Krug e a música traduz perfeitamente a filosofia da Maison. Um vinho de uma única parcela pode ser comparado a um solista, com identidade e voz próprias. Um assemblage reúne diferentes expressões e as transforma em uma orquestra.
Durante a imersão, percorremos diferentes momentos da história de Krug por meio de uma seleção extraordinária de champanhes. Entre eles estavam diversas edições de Krug Grande Cuvée, exemplares de Krug Rosé, safras históricas, o excepcional Krug Clos d’Ambonnay 2008, além de raridades como Krug Collection 1996 e uma Krug Étiquette Blanche com dégorgement de 1988.


Mais do que uma sucessão de grandes garrafas, a degustação permitiu compreender como cada edição tem uma personalidade própria. Algumas expressavam tensão e frescor; outras, profundidade, generosidade e maturidade. Todas carregavam a assinatura inconfundível da Maison.
No dia seguinte, seguimos de barco até a Fajã dos Padres, onde workshops e um almoço diante do mar aproximaram ainda mais o champanhe da paisagem madeirense. A programação continuou na histórica Blandy’s Wine Lodge e terminou no Mercado dos Lavradores, entre ingredientes locais, cores, aromas e a energia vibrante da ilha. Em cada experiência, a Madeira deixou de ser apenas o cenário da viagem e se tornou parte de sua narrativa.
O encerramento aconteceu durante um brunch especial, com a apresentação da nova Krug Grande Cuvée 174ème Édition. A nova criação traduz o princípio que orienta a maison desde sua fundação: oferecer a expressão mais generosa do champanhe, a despeito das características de uma única safra.
Na taça, a 174ème Édition revela profundidade e elegância, com aromas de frutas maduras, notas cítricas, nuances tostadas e uma textura envolvente. Sua complexidade não está apenas na quantidade de vinhos que compõem o assemblage, mas na precisão necessária para que diferentes identidades convivam em perfeita harmonia.

Degustá-la ao lado de Olivier Krug, Julie Cavil e Manuel Reman tornou o momento ainda mais significativo. Foi possível perceber que, por trás de cada garrafa, existem anos de observação, decisões e respeito absoluto pelo tempo.
Ao final da imersão, ficou ainda mais clara uma das maiores lições de Krug: a excelência não nasce da uniformidade. Ela surge quando cada elemento tem sua individualidade reconhecida e encontra o seu lugar dentro do conjunto.
Voltei da Madeira levando muito mais do que lembranças de grandes champanhes. Levei encontros, aprendizados e a certeza de que o verdadeiro luxo está no tempo dedicado às pessoas, aos lugares e aos detalhes.
Algumas viagens terminam quando voltamos para casa. Outras continuam dentro de nós. Para mim, a Madeira terá para sempre o som de uma orquestra e o sabor de Krug.
Rótulos degustados
Krug Grande Cuvée
163ème, 164ème, 167ème, 169ème, 170ème Magnum, 171ème, 173ème e a nova 174ème Édition.
Krug Rosé
22ème Édition, 25ème Édition em Jeroboam
e 28ème Édition.
Safras e raridades
Krug Vintage 2008, Krug Clos d’Ambonnay 2008, Krug Vintage 2011, Krug Vintage 2013, Krug Collection 1996 e Krug Étiquette Blanche com dégorgement de 1988.