The President

Artigo

Ecos da decisão

Artigo

Ecos da decisão

Os desafios dos líderes. Uma reflexão sobre o poder oculto da missão, a cultura e a reputação no mundo corporativo

Por André Chaves

Pode-se interpretar como uma reflexão meio filosófica, mas ao mesmo tempo pode ser algo bem pragmático sobre a decisão de onde investir sua energia, seu esforço e o tempo em sua carreira. Dirigir uma empresa envolve dedicação, e é fundamental escolher um local que esteja alinhado com seus valores, objetivos e desejos profissionais. Existem várias considerações ao fazer essa escolha, como salário, pacote, bônus e mercado. Entretanto, vou me ater a três fatores muito importantes e que, às vezes, são negligenciados: 

  1. Missão e valores da empresa – Conheça muito bem a alma da companhia que você está pensando em gerir. Certifique-se de que todos estejam alinhados com suas crenças pessoais e profissionais. Você sentirá maior satisfação e motivação se estiver trabalhando em prol de um objetivo maior, que você valorize. Ir contra esse propósito é adiar o rompimento futuro.
  2. Cultura da empresa – Isso afeta diretamente o ambiente de trabalho e a satisfação dos stakeholders. A convivência com eles acontece em um ambiente saudável? Você se sentirá confortável e apoiado para dar o melhor de si na condução da empresa? Jogar contra a cultura, mesmo numa posição de liderança, é uma guerra difícil de ser ganha. 
  3. Reputação da empresa – Verifique a imagem da companhia no mercado. Isso inclui as avaliações de funcionários atuais e antigos, o reconhecimento da indústria, os conselheiros e a reputação com os clientes. Fazer a gestão de uma empresa respeitada pode abrir portas para oportunidades futuras. Trabalhar para uma companhia com uma reputação questionável e obscura pode afetar colateral ou diretamente a sua própria reputação e sua trajetória profissional. 

Assim como nossa vida, o tempo de nossa vivência corporativa é finito e precioso. Decisões certas ou erradas de nosso passado geralmente não podem ser mudadas. Se não podemos recuperar o que passou, podemos ser mais cautelosos e avaliar se estamos usando esse recurso valioso de maneira que ele reflita nossos valores e metas de vida. Caso contrário, estamos jogando fora um dos bens mais preciosos que temos, que é o tempo.   



*André Chaves, fundador do Future Hacker e CGO da Leme Growth