Casa Bola de Eduardo Longo é colocada à venda por R$ 18 milhões em São Paulo

Mercado

05/06/2026

Casa Bola de Eduardo Longo é colocada à venda por R$ 18 milhões em São Paulo

Projetada em 1980, segunda versão da emblemática residência esférica está localizada no Jardim Guedala e pode abrigar projetos culturais, criativos e institucionais

Por Redação | Foto: Divulgação

A segunda Casa Bola idealizada pelo arquiteto Eduardo Longo foi colocada à venda por R$ 18 milhões no bairro Jardim Guedala, zona oeste de São Paulo. O imóvel integra o portfólio do marketplace imobiliário PilarHomes e tem comercialização conduzida pela Nobile Casas.

Construída em 1980, a residência é considerada uma das obras mais emblemáticas da arquitetura experimental brasileira. O projeto representa uma evolução do conceito desenvolvido por Longo na primeira Casa Bola, que se tornou referência ao desafiar os modelos convencionais de habitação por meio de uma estrutura totalmente esférica.

Diferentemente da versão original, a segunda Casa Bola foi concebida para um terreno inclinado. Para isso, o arquiteto desenvolveu uma solução estrutural que faz com que a residência pareça suspensa no ar, apoiada sobre um único pilar central. O resultado é uma construção de forte impacto visual, que reforça o caráter futurista e inovador característico da obra de Longo.

Foto: Divulgação
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Com 328 metros quadrados de área privativa, o imóvel conta com quatro dormitórios, sendo duas suítes, além de um anexo que reúne ateliê, churrasqueira, lavanderia, dependências de serviço e garagem para quatro veículos.

Mais do que uma residência, porém, a propriedade é apresentada como um espaço com potencial para diferentes usos ligados à cultura, à economia criativa e a atividades institucionais. Pela configuração arquitetônica e pelo valor histórico da construção, a Casa Bola pode abrigar galerias de arte, institutos culturais, fundações, escritórios autorais ou ateliês.

A proposta original de Eduardo Longo refletia uma visão experimental sobre o futuro das cidades e das formas de morar. Ao abandonar as linhas retas e adotar uma geometria integralmente circular, o arquiteto buscava explorar conceitos como modularidade, fluidez e integração espacial, temas recorrentes em sua produção desde a década de 1970.

Internamente, a residência preserva essa lógica orgânica. Os ambientes são distribuídos em três níveis conectados por rampas, permitindo que a percepção da forma esférica permaneça presente ao longo de todo o percurso. A configuração reforça a sensação de continuidade espacial e evidencia a busca de Longo por uma arquitetura que rompe com os padrões tradicionais de compartimentação.

Foto: Divulgação
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Mais de quatro décadas após sua construção, a Casa Bola segue como um dos exemplos mais reconhecidos da arquitetura de vanguarda produzida no Brasil, reunindo valor histórico, relevância arquitetônica e potencial para novos usos em um momento de crescente interesse por imóveis icônicos e de patrimônio moderno.