Por Estela Farina
Perambular pela África a bordo de dois navios é uma experiência única
A partir da Cidade do Cabo, na África do Sul, onde passou boa parte da juventude, Fernando Pessoa visitou inúmeros portos. Em sua obra ele descreve, como poucos, as emoções humanas ligadas às viagens marítimas e à experiência de partir e chegar, além da grandeza dessa experiência.
“Trago dentro do meu coração
Como num cofre que se não pode fechar de cheio.
Todos os lugares em que estive
Todos os portos a que cheguei
Todas as paisagens a que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando
E tudo isso que é tanto, é pouco para o que quero.
(…)
E o Cabo da Boa Esperança, nítido ao sol da madrugada
E a Cidade do Cabo, com a Montanha da Mesa ao fundo.”
(Passagem das Horas, Fernando Pessoa)
É essa África visitada pelo maior poeta da língua portuguesa e outros destinos que estão na rota de cruzeiros muito especiais, de dois navios: o Norwegian Dawn, da frota NCL, e o Insignia, da Oceania Cruises, nesse verão meridional. As viagens à África combinam locais sonhados, como Cidade do Cabo, Richards Bay e Port Elizabeth, para encontros com elefantes, leões, hipopótamos e outras espécies, em um safári fotográfico inesquecível dentro de uma reserva local, ou para ver de perto pinguins, golfinhos e baleias. E até aprender sobre a cultura zulu, com uma visita à Vila Tradicional DumaZulu.
Delícias para o paladar? Também se revelam em degustações de queijos, vinhos e cervejas em Mossel Bay, na famosa Garden Route. Já em Walvis Bay, o imperdível é viver aventuras off-road no imenso deserto da Namíbia, onde o mar e as dunas se encontram. Ou ainda ver de perto em Madagascar os lêmures e plantas exóticas e, em Maurício, conhecer uma fazenda de baunilha e ilhas e praias idílicas. Eis aí destinos que despertam o poeta em todos nós.
São 12 dias de viagem no Norwegian Dawn, começando na Cidade do Cabo, e 22 dias no Insignia, a partir do Rio de Janeiro. O trajeto inclui até uma escala em Tristão da Cunha, uma ilha britânica no Atlântico Sul, vizinha a Santa Helena, onde Napoleão viveu seus últimos dias.
Comum aos dois navios: a possibilidade de viver uma experiência única da África, com conforto e hospitalidade cinco estrelas (em acomodações para todo tipo de passageiro), liberdade de escolha de lazer e gastronomia requintada. Há pernoites em vários portos, aproveitando intensamente as experiências do destino. Aventura, exotismo e conforto total, no melhor dos dois mundos, jamais sonhados pelo poeta.