A estrela se reinventa

Destaque

20/03/2026

A estrela se reinventa

Agora chamado de GLC EQ, o SUV médio elétrico da Mercedes muda de nome, inaugura novo design da marca e ganha grade frontal que quebra paradigmas

Por Redação

Poucos elementos definem a identidade de um carro quanto sua grade frontal. No caso da Mercedes-Benz, uma peça cromada foi o elemento central da dianteira dos seus carros há mais de um século — desde os primeiros modelos com proporções verticais, até a complexa arquitetura horizontal dos últimos anos. Mas, tudo tem o seu tempo — e o novo Mercedes-Benz GLC com Tecnologia EQ inaugura uma nova era.

Sim, GLC com Tecnologia EQ é o nome oficial da nova geração do SUV médio 100% elétrico da Mercedes-Benz. Ele substitui o antigo nome “EQC” e inaugura novo padrão de nomenclatura dos elétricos puros. Voltando à grade, ela é minimalista, preservando a essência Mercedes — três faixas horizontais com a icônica estrela de três pontas ao centro. Mas, em vez dos cromados, a peça é iluminada com 942 LEDs animados, em versão opcional. 

A grade padrão é mais discreta, com uma faixa iluminada de LED apenas em seu contorno. Seja qual for a escolha, fato é que o GLC EQ estreia a nova linguagem de design Pureza Sensual — que busca explorar as ambiguidades e encontrar o ponto de equilíbrio entre a razão e a emoção.

O SUV apresenta ainda uma silhueta musculosa com vincos marcantes e linhas fluidas. Mas uma interessante novidade são as luzes de iluminação diurna em forma de estrela de três pontas, que também aparecem nas lanternas traseiras — forma elegante de unir a tradição com a tecnologia contemporânea.

O GLC EQ incorpora a suspensão pneumática AIRMATIC, herdada do sedã Classe S, o que garante um rodar macio e torna as irregularidades mundanas do piso praticamente imperceptíveis. Com o eixo traseiro esterçante, em que as rodas se movimentam em até 4,5 graus, o motorista ganha agilidade em curvas e manobras apertadas. O sistema de freios One-Box também é novo e, segundo a marca, combina máxima eficiência na regeneração de energia para a bateria, com uma frenagem eficiente e suave. 

A cabine tem poucos e discretos botões. Assim como no exterior, as linhas seguem de forma fluida, sem bruscos encontros de 90 graus. O console central elevado se funde harmoniosamente com o painel, onde está a novíssima tela MBUX Hyperscreen, com 39,1 polegadas e alta resolução — a maior de um veículo da marca na história. Instalada em posição flutuante, ela ocupa toda a área do painel e oferece excepcional nitidez — cortesia da tecnologia de retroiluminação matricial, que conta com mais de mil LEDs individuais, e o sistema de escurecimento por zonas, que mantém as informações mais importantes sempre visíveis e acessíveis. 

É possível selecionar estilos de ambiente e temas de fundo. O painel de instrumentos, a coloração dos controles e a luz ambiente mudam de acordo com o tema selecionado — opções não faltam e vão da calma à intensidade, do frio ao calor e do técnico ao emocional. Assim como acontece com a grade iluminada, a MBUX Hyperscreen é opcional, com três telas distintas — fazendo as vezes de painel de instrumentos, central multimídia e display do passageiro — como padrão de fábrica. 

Seja qual for a escolha, ela estará sob o comando do MB.OS, Sistema Operacional Mercedes-Benz, que integra e controla todas as áreas do veículo. Do entretenimento aos sistemas autônomos, do conforto ao carregamento. Um supercérebro capaz de executar 254 bilhiões de operações por segundo. Ele conta com assistente virtual Multi Agent, que integra as IAs da Microsoft e Google para as “conversas” em geral — enquanto a IA da Mercedes-Benz tira dúvidas e dá dicas sobre o veículo.

Em Munique, na Alemanha, foi apresentada a versão 400 4MATIC, com 489 cavalos e autonomia de 713 km pelo padrão WLTP. Com arquitetura de 800V, que suporta carregamento rápido de até 300 kW, ele leva só 10 minutos para recuperar carga para rodar mais 303 km. A Mercedes promete outras quatro versões do GLC EQ no futuro — duas delas ainda em 2026.   

LEIA TAMBÉM:

  1. Chegou o BMW iX3
  2. O poder de Maranello