Brindemos, pois! Nossa rigorosa seleção de vinhos para brindar

Gourmet

26/08/2026

Brindemos, pois! Nossa rigorosa seleção de vinhos para brindar

A predominância é de vinhos de Portugal. Mas esta rigorosa seleção de vinhos também inclui exemplares do Chile, do Uruguai e até de Minas Gerais e da Bahia

Por Ney Ayres

Don Melchor 2023 (D.O. Puente Alto, Chile)

A 37ª safra do ícone de Enrique Tirado responde muito bem a um ano mais quente, demonstrando precisão e equilíbrio. Corte de 96% Cabernet Sauvignon, 3% Cabernet Franc e 1% Merlot, com 15 meses em barricas novas de carvalho francês. Aromas intensos de cassis, notas minerais de grafite e um conjunto de especiarias nobres. Na boca apresenta médio corpo, surpreendente frescor e acidez vibrante que sustentam taninos finos e aveludados; a textura é polida e o final, prolongado. Um Cabernet envolvente e elegante, com notável potencial de guarda (99 pts JS). Sugestão de harmonização: cordeiro em cortes nobres, caças e pratos de sabores marcantes.

@donmelchiorbr | @donmelchorwine

La Trampa 2023

Uma joia da Bodega Casas del Bosque, do Chile, o La Trampa 2023 tem produção limitada a apenas 8 mil garrafas. Sua composição. São 65% Syrah, 32% Malbec e 3% Pinot Noir.

O processo de amadurecimento é minucioso: 30% do lote estagia em tanques de concreto e 70% em barricas de carvalho francês (sendo 30% de primeiro uso) por um período de 18 meses.

O vinho revela aromas marcantes de frutas vermelhas e negras, nuances florais e toques de pimenta negra, café e especiarias. Exibe corpo médio, acidez equilibrada, taninos redondos e persistência final longo. Promete evoluir com os anos.

@vinacasasdelbosque

Bacalhôa Bical Vinhas Velhas 1931 (Safra 2022)

Sob o mote “A Força do Tempo na Bairrada”, este varietal português reflete com precisão a identidade de uma das parcelas mais antigas da Quinta da Rigodeira, plantada há quase um século. Em 2022, o terroir enfrentou um verão seco e calor prolongado, mas a resiliência do solo argilo-calcário garantiu uvas sadias e concentradas. O enólogo Francisco Antunes utilizou apenas o “mosto lágrima” (a fração mais pura do suco). Após a maceração, 60% do lote fermentou e estagiou com bâtonnage em barricas de carvalho francês, enquanto os 40% restantes estagiaram em tanques de aço inoxidável para reter o frescor.

 O resultando é um branco de cor amarelo-esverdeada pálida, com aroma delicado de frutas de polpa branca, notas tostadas e mineralidade. No paladar, entrega textura cremosa, acidez viva e final longo. Perfeito para harmonizar com peixes gordos assados e carnes brancas.

@epicevinhos

Abandonado

O vinho Abandonado da vinícola Alves de Souza é um trunfo da resistência do Douro. Ele nasceu de uma insistência frustrada que se transformou em um dos tintos mais cultuados de Portugal. O rótulo homenageia uma parcela histórica de vinhas velhas (com mais de 80 anos) na Quinta da Gaivosa. É composto por mais de 20 variedades autóctones (predominância de Tinta Amarela, Touriga Franca, Touriga Nacional e Sousão). Estagiou de 16 a 20 meses em barricas de carvalho antes de repousar em garrafa.

Exibe cor rubi profunda e uma complexidade aromática incomum, combinando notas de frutas pretas a nuances balsâmicas, mentoladas, alcaçuz e discretos toques de alcatrão. Na boca, equilibra uma estrutura tânica firme e acidez viva com mineralidade marcante. Tem elevado potencial de guarda e vocação para pratos robustos, como carnes de caça e assados de longa cocção.

@decanter_vinhos

Casta Jaen

Quinta do Mondego celebrando a delicadeza da casta Jaen no Dão, em Portugal, este varietal celebra as uvas tintas mais tradicionais — e por vezes subestimadas — da região. O projeto familiar foca na clareza e transparência do terroir granítico às margens do Rio Mondego. O vinho passa por um estágio de 12 meses em barricas de carvalho francês, processo que amacia seus taninos sem encobrir a identidade da fruta.

Trata-se de um tinto de cor vermelha granada, com aromas de frutas vermelhas frescas (como cereja), pimenta rosa e toques mentolados. No paladar, afasta-se da robustez pesada comum a outros tintos portugueses, oferecendo um ataque suave, frescor balsâmico marcante, taninos finos e um final longo e elegante.

@guardavinhos

Espumante Ameal 30 Safras

Outro vinho português. A máxima expressão da casta Loureiro no Vale do Lima. O espumante Ameal 30 Safras é um marco histórico engarrafado, nascido da celebração dos 30 anos de parceria da Qualimpor com o Esporão. Proveniente das prestigiadas vinhas do Rio e do Vaqueiro, situadas nas margens do rio Lima, o espumante traduz o terroir único da sub-região. O microclima local, aliado aos solos graníticos profundos, confere às uvas uma acidez vibrante e aromaticidade incomparável.

@qualimpor

Grande Reserva Monsaraz

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O novo Grande Reserva Monsaraz reforça o quanto a curadoria de importação da Casa Flora vai muito além do rótulo, trazendo ao mercado brasileiro a expressão máxima de grandes terroirs. Produzido pela prestigiada CARMIM, cooperativa que é sinônimo de excelência no Alentejo, em Portugal, o vinho atinge o ápice de sua história. Os enólogos souberam interpretar o clima continental da região e seus solos de xisto e granito. Este tinto realiza a fermentação em barricas de carvalho (francês e húngaro) e nelas estagia por 8 meses, passando por um processo regular de bâtonnage para extrair cremosidade e volume de boca antes do engarrafamento.

@casafloraimportadora | @carmimreguengos

Cuna de Piedra Chardonnay Reserva

Um Chardonnay de excelência. Cultivadas em solos aluviais, ricos em pedras e minerais na histórica região de Los Cerros de San Juan, no Uruguai, as videiras ofertam frutos de excelente qualidade. Na vinificação, 70% do mosto fermenta em tanques de aço inoxidável a 15°C para preservar o frescor e os aromas primários da fruta, enquanto os 30% restantes são fermentados diretamente em barricas de carvalho, onde o lote estagia por 6 meses sobre as borras finas.

 No aroma, evoca notas iniciais de maçã verde, pera e raspas de limão, que logo dão espaço a nuances sutis de manteiga e mel. No paladar, destaca-se pelo excelente volume de boca, textura cremosa, ótima persistência e notas delicadas de baunilha, mel e brioche vindas da madeira.

@Winebrandsbr

Dança do Tangará Rosé 2025

O mercado brasileiro de vinhos de inverno e de altitude ganha um novo capítulo de puro requinte com a estreia da Vinícola Rio Manso, localizada Jacutinga- MG, na Serra da Mantiqueira. A empresa apresentou seus rótulos em um jantar em São Paulo e contou presença da enóloga Aline Mabel.

O ponto alto foi o Dança do Tangará Rosé 2025. O corte inusitado e muito bem planejado (40% Syrah, 30% Pinot Noir e 30% Chardonnay) equilibra a vibração da fruta com o preenchimento de boca ideal para a alta gastronomia.

No nariz, revela frutas vermelhas frescas como morango, framboesa e cereja caipira, acompanhadas de notas florais sutis e um leve toque cítrico. A textura é macia e sedosa, embalada por uma acidez vibrante. Vinho seco, fluido, de excelente frescor e final muito agradável.

@vinicolariomanso

O Battea

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O desenvolvimento da Chapada Diamantina como surpreendente terroir de altitude na Bahia é um sucesso de mercado. O lançamento O Battea, da Vinícola UVVA, da cidade de Mucugê, a 1.280 metros do nível do mar, é a tradução líquida da região. Seu nome homenageia a batteia, instrumento usado pelos garimpeiros para revelar os diamantes mais puros. A combinação traz a predominância de Cabernet Sauvignon e Syrah, com colheita manual e seleção rigorosa de cachos. Este tinto estagia em barricas de carvalho francês (entre 12 e 18 meses, dependendo da safra), seguido de afinamento nas caves subterrâneas da vinícola.

No aroma apresenta um bouquet complexo que combina frutas negras maduras, notas de especiarias e o toque elegante da madeira. No paladar é estruturado, com taninos firmes, porém sedosos, acidez equilibrada e um final longo e marcante.

@vinicola_uvva