A volta de Aldir Mendes de Souza ao circuito artístico após 15 anos
Arte
13/08/2026
Exposição na Galeria Contempo reúne cerca de 20 obras do artista, que participou de quatro Bienais de São Paulo e expôs em instituições como MASP, Pinacoteca e Museu Nacional de Belas Artes.
Por Redação
A Galeria Contempo apresenta, a partir de 15 de agosto, a exposição “Aldir Mendes de Souza: Arteônica da Paisagem”, com cerca de 20 obras do artista paulista Aldir Mendes de Souza (1941–2007). Com curadoria de Fabrício Reiner, a mostra marca o retorno de parte significativa de sua produção ao circuito artístico e ao mercado após cerca de 15 anos sob os cuidados da família, sem circulação comercial.
A exposição reúne trabalhos que evidenciam a pesquisa do artista na relação entre arte, ciência e tecnologia, aproximando sua produção do conceito de Arteônica, desenvolvido por Waldemar Cordeiro no início dos anos 1970. Além de artista, Aldir era cirurgião plástico e incorporou diferentes recursos e linguagens à sua obra, entre eles radiografias e termografias.
Na Galeria Contempo, o recorte curatorial concentra-se em uma das vertentes mais conhecidas de sua produção: a representação da paisagem a partir da cor, da geometria e da fragmentação. O cafezal, tema recorrente em sua obra desde o final dos anos 1960, também aparece entre os trabalhos selecionados.
“Hoje, essa parceria com a Galeria Contempo representa o reencontro da obra com o público e com o mercado, respeitando sua trajetória e sua importância”, afirma Aldir Mendes de Souza Filho.

Ao longo da carreira, Aldir participou de quatro edições da Bienal Internacional de São Paulo e realizou exposições em instituições como MASP, Museu de Arte Brasileira da FAAP, Museu Nacional de Belas Artes, MAC-USP, Paço das Artes e Pinacoteca de São Paulo. Sua produção também integra coleções de instituições como MASP, MAM São Paulo, MAC-USP, Pinacoteca e Fundação Nemirovsky.
“Aldir Mendes de Souza: Arteônica da Paisagem” fica em cartaz até 19 de setembro, na Galeria Contempo, na Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1644, em São Paulo.