Brasil alcançou a 36ª posição no ranking dos países mais felizes do mundo, segundo o World Happiness Report 2025, mas o que a posição revela?
Colaboração Sandra Teschner
O Brasil alcançou a 36ª posição no ranking dos países mais felizes do mundo, segundo o World Happiness Report 2025, estudo anual da ONU (Organização das Nações Unidas) que mede a felicidade em 143 países. No topo da lista, Finlândia, Dinamarca e Islândia seguem como referências em bem-estar e qualidade de vida.
Apesar da melhora no ranking, os desafios brasileiros ainda são expressivos. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o país tem a maior taxa de transtornos de ansiedade do mundo, afetando 9,3% da população – cerca de 18,6 milhões de brasileiros. Além disso, segundo o IBGE, 10,2% dos adultos já receberam diagnóstico de depressão. O contraste entre a posição no ranking e a realidade do país evidencia um problema: felicidade não é apenas uma métrica simbólica, mas um fator estratégico para o desenvolvimento econômico e organizacional.
A relação entre felicidade, produtividade e inovação
O World Happiness Report avalia a felicidade com base em seis pilares essenciais, que impactam diretamente a produtividade e o engajamento profissional:
Renda – A relação entre economia e qualidade de vida.
Saúde e Longevidade – Bem-estar físico e mental.
Liberdade para Fazer Escolhas – Crescimento e autonomia profissional.
Generosidade – Cultura de solidariedade e impacto social.
Suporte Social – Relações interpessoais e apoio comunitário.
Confiança nas Instituições – Transparência e governança.
Nos países líderes do ranking, políticas públicas eficazes e práticas organizacionais inovadoras caminham juntas para promover um ambiente de trabalho saudável. Empresas que investem em saúde mental, flexibilidade e qualidade de vida veem melhorias diretas em retenção de talentos, inovação e resultados financeiros.
SXSW 2025: Bem-estar corporativo no centro das decisões empresariais
No SXSW 2025, a felicidade no ambiente corporativo foi um dos destaques. Especialistas discutiram como o bem-estar dos profissionais será um fator determinante para o futuro do trabalho. Entre as principais tendências apresentadas, três se destacam no cenário empresarial.
Flexibilização do trabalho – Modelos que priorizam autonomia e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Uso de inteligência artificial para mapear o bem-estar – Dados ajudam empresas a prevenir crises de saúde mental.
Novos benefícios corporativos – Salário competitivo já não basta; suporte psicológico e qualidade de vida são diferenciais estratégicos.
Felicidade não é um conceito abstrato, mas um fator crítico para inovação e crescimento sustentável. No Brasil, empresas que incorporam bem-estar à cultura organizacional saem na frente, garantindo não apenas melhores resultados financeiros, mas um impacto positivo duradouro para a sociedade.