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As quatro novas tendências do design de interiores para 2025

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As quatro novas tendências do design de interiores para 2025

Nesta coluna, Fernanda Ralston, precursora do movimento pós-luxo e criadora da plataforma de filmes de arte I Am Creation, revela as quatro grandes tendências do design de interiores para 2025

Por Fernanda Ralston

No fascinante universo do design, cada detalhe deve contar uma história e refletir a personalidade de quem o aprecia. É com alegria que compartilho, nesta minha estreia na The President, o mergulho em quatro tendências no design de interiores que prometem transformar o modo como habitamos e percebemos nossos espaços em 2025.

Trata-se de movimentos que não apenas renovam a estética, mas também elevam nossa experiência emocional e sensorial. Vamos explorar cada uma delas!

1. Color Drenching

Imagine “mergulhar” um ambiente inteiro em uma só cor ou em variações muito próximas dela. Esse é o conceito por trás do color drenching: uma proposta ousada que aplica um tom predominante às paredes, teto, portas e até nos móveis, criando um efeito monocromático envolvente. A ideia é reforçar a sensação de unidade, fazendo com que o cômodo pareça maior e mais acolhedor. Tons mais fortes produzem impacto dramático, ao passo que cores suaves geram uma atmosfera tranquila. O truque é buscar harmonia nos acabamentos e acessórios, inserindo, se desejado, pontos neutros para equilibrar o “banho” de cor. Trata-se de uma excelente forma de imprimir personalidade, seja apostando em um verde profundo ou num rosa suave: a cor escolhida passa a contar a história do espaço e de quem o habita.

Color Drenching / Getty Images

2. O teto é a nova parede

Você já parou para pensar na importância do teto na decoração? Com o mote “Ceiling is the new wall”, essa tendência convida a olhar para a “quinta parede” como uma superfície tão relevante quanto as demais. Pintá-lo com cores vibrantes, aplicar papéis de parede ou incluir molduras e boiseries deixa o ambiente cheio de personalidade. Num ambiente minimalista, o teto pode se tornar o grande protagonista, enquanto em espaços clássicos, detalhes em gesso ou sancas destacam ainda mais a sofisticação. Além disso, a iluminação bem planejada — com pendentes, lustres e fitas de LED — valoriza e realça toda essa ousadia no alto. O cuidado está em escolher tons e texturas que conversem com as paredes e o piso, garantindo um conjunto coerente.

"Ceiling is the new wall” / Getty Images

3. Textura Sensorial

Mais do que agradar aos olhos, o design de interiores vem buscando encantar também o tato (e, por consequência, todas as nossas sensações). A Textura Sensorial investe em materiais capazes de instigar o toque: superfícies em alto-relevo, revestimentos cerâmicos diferenciados, cestos de palha, plantas e vasos, móveis em madeira maciça evidenciando seus veios ou tecidos felpudos, como bouclé e veludo, que convidam a um contato reconfortante. Essa mistura de texturas cria profundidade e movimento no décor, despertando emoções positivas e uma maior conexão com o espaço. Ao integrar diferentes graus de refletância ou opacidade, é possível trabalhar luz e sombra de maneira surpreendente, trazendo aconchego e personalidade. Sempre de forma equilibrada, pois o excesso de informações visuais e táteis pode sobrecarregar o ambiente, sobretudo em áreas menores.

Textura Sensorial, crédito para Spruce Magazine

4. Design Intencional

Por fim, temos uma abordagem que ganha força embasada em avanços da neurociência e da epigenética: o Design Intencional. Aqui, cada detalhe é pensado para elevar o bem-estar, considerando as reações do cérebro e do corpo ao espaço. O ambiente passa a “comunicar-se” conosco por meio de cores, iluminação, aromas e posicionamento de móveis, influenciando diretamente nosso humor e saúde. Essa intenção consciente de cada escolha — seja um quadro na parede ou um vaso de plantas — reflete na harmonia geral do espaço, promovendo redução de estresse, melhoria do foco e até maior criatividade. Além disso, a personalização profunda faz com que a casa ou o escritório se tornem verdadeiros reflexos de quem os vive, respeitando valores pessoais, preferências estéticas e necessidades emocionais. O resultado é um ambiente que não só agrada aos olhos, mas também nutre a mente e o corpo, provando que o design pode, sim, melhorar a qualidade de vida.

Intentional Design, foto de Helene Binet

Essas quatro tendências — Color Drenching ou Encharcamento de CoresO Teto é a Nova ParedeTextura Sensorial e Design Intencional — apontam para um caminho em que a decoração transcende o mero ornamento, tornando-se parte fundamental de uma jornada de autoconhecimento e de conexão com o espaço. Em 2025, o desafio não será apenas criar ambientes bonitos, mas desenhar experiências transformadoras que reflitam o nosso estilo de vida e aprimorem nosso bem-estar físico e mental.

*Sejam bem-vindos a essa aventura criativa e repleta de descobertas. Nos vemos na próxima coluna.